Este blog tem por finalidade, homenagear consagrados poetas e escritores e, os notáveis poetas da internet.
A todos nosso carinho e admiração.

Clube de Poetas









terça-feira, 17 de julho de 2012

WANDERLINO ARRUDA


Mineiro de São João do Paraíso (MG), Wanderlino Arruda é residente em Montes Claros. Nasceu em 3 de setembro sob o signo de Virgem. A Terra rege sua caminhada tendo Mercúrio como elemento complementar de um homem que conhece suas raízes e faz da lida ramificações que espelham seu caráter e força.Atuou nas áreas de Contabilidade, Letras e Direito, com pós-graduação em Linguística, Semântica e Literatura Brasileira. Na cidade onde reside foi presidente de diversas instituições: Câmara Municipal, Sindicato dos Bancários, Centro Espírita Canacy, Conselho Regional Espírita, Departamento de Letras da Unimontes, Elos Clube, Esperanto-Klubo, Academia Montesclarense de Letras e Rotary Club de Montes Claros-Norte. Foi Diretor Internacional do Elos da Comunidade Lusíada, Secretário Municipal de Cultura e governador no Rotary International. Professor de Português, Linguística e Oratória na Unimontes.
Um homem com várias facetas... Um pescador de ilusões buscando realizar-se como ser humano ativo e consciente de sua missão nessas paragens. Palestrante em encontros literários e maçônicos. Jornalista, pintor, cronista e poeta!! Dentre suas obras publicadas podemos citar: Tempos de Montes Claros (prosa e poesia), Jornal de Domingo (crônicas), O Dia em que Chiquinho Sumiu (crônicas), e mais: Feeling-Poems, Emoções, Short Stories, Emociones, Construtores de Montes Claros e os e-books Poemas de Puro Amor e Poemas e Crônicas. Sendo sábio conhecedor das palavras pinta poesias como um pintor tece a tela branca e a vida jorra como um manancial de cores e sons em completa harmonia. Também participa de várias Antologias Literárias regionais e nacionais. Tem vários Blogs e é Webmaster de alguns Sites...
Homem e poeta, como decifrar a mente que racional do coração inundado de ternura e inspiração? Será possível tal fato? Como separar um do outro, se é na junção que se completam?
Assim é Wanderlino Arruda, homem-poeta que vence barreiras ocupando o vazio com sua maior obra, aquela que é degrau de evolução e conscientização para quem olha o mundo com olhos que transpassam o limite do tempo, obra divina chamada vida!

Anna Peralva


Um Grande Amor
Wanderlino Arruda

Como é bom sonhar sonhos lindos,
nas horas de boas lembranças,
no tempo de ser feliz,
em momentos de alegria,
quando nem mesmo a saudade
pode indicar separação !
Como é bom te ver,
como é bom te amar e sentir
que a distância não existe !
bom é o amor que nos faz tão próximos,
que nos faz tão juntos,
e te faz tão minha !

Como é grato o amor que põe minha vida na tua
em dimensão de encanto !
Boa é a ternura,
a sensação de carinho de dois seres
vivamente enamorados !
Para um grande amor, não há fronteiras,
não há limites
no ontem, no hoje, no agora
de toda a eternidade !

Trabalho de Arte: Marilda Ternura

JANDYRA ADAMI


Jandyra Adami Neves de Carvalho nasceu na cidade de Santa Rita do Sapucaí - MG, em 04 de novembro de 1937.
Iniciou sua carreira profissional em 1957 como Auxiliar da Coletoria Federal de Lambari.
No ano de 1962 transferiu-se para Nepomuceno e posteriormente para Belo Horizonte, onde trabalhou na Cidade Industrial.
Mais tarde trabalhou na Delegacia da Receita Federal onde destacou-se como Auditora Fiscal do Tesouro Nacional, hoje, Auditora Fiscal da Receita Federal do Brasil
Além do sucesso profissional, Jandyra brilhou no Concurso Embaixatriz do Turismo realizado em Lambari, sendo vencedora; representou a cidade em Poços de Caldas, e foi finalista entre as 64 canditadas do Rio, São Paulo e Minas Gerais
Em 25/01/64, contraiu matrimônio com Antonio Neves de Carvalho, com quem teve um filho.
Nas horas livres tem como praxe a leitura, novelas e ouvir rádio; gosta das músicas dos Anos Dourados e tem como hobbie presentear amigos, anjos  sem asas que a acompanham nesta jornada chamada vida.
Poetisa, escritora, publicou 5 livros: “Rosas e Espinhos”, em 1.981, “ Passarela da Vida “ em 1.993, “ Para Todos os Momentos (1994) e Devaneios (Acalento Para Gente Grande) em 2.004. Em 2010 publicou um livro em benefício das casas carentes de sua santa terrinha:  "Palavras ao Vento"
 Em versos cantou o amor que flui puro, sentimento maior que nos faz antever os portais da eternidade, pois que olha o tempo e suas variantes, com os olhos da alma.
Livros virtuais: Momentos e Sonhos e Lembranças que podem ser lidos em Momentos- Sonhos e Lembranças- www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/jandyraadami.htm
Faz parte da Academia Santarritense de Ciências e Letras, fundada em 28/09/85, da qual foi Presidente. 
Foi colunista social do jornal Vale da Eletrônica, na coluna denominada: “  Fala...Beagá...” , agora virtual.


Marilda Conceição

Amor singelo
Jandyra Adami

Vem... pega minha mão e me leva onde quiseres
Podemos caminhar pelos campos, pela estrada

Trabalho de arte: Marilda Ternura

que passa junto ao rio, pelos trilhos que nos levarão
a encontrar a felicidade .
Junto a ti sou feliz e me sinto criança...
Acaricia meu rosto com tuas mãos
Tenho saudade do teu perfume,
Do teu toque alisando meus cabelos
Numa demonstração de nosso amor puro, inocente.
Vamos sentar em qualquer cantinho e de mãos dadas
Olhar o sol, as nuvens, os pássaros que voam
felizes pela liberdade que ainda têm.
Beija-me amor. Tenho em mim a suave lembrança
Do teu beijo, o meu primeiro...
Sensação esplendorosa, um misto de alegria e prazer
Misturando-se em todo meu ser.
Fiquei a esperar-te, todo este tempo
E não quis entregar meu carinho a ninguém mais
Se te amo por que me divertir com outros rapazes?
Nosso carinho é puro. Somos almas gêmeas no amor
Corpo colado ao meu, te sinto como se fossemos uma só pessoa
Nossos corações batem juntos, numa cadência certa
do amor que sentimos um pelo outro.
A natureza nos olha e se envaidece - pois é a única testemunha
De nosso encontro, da nossa intimidade criança
Que um dia chegará, ao clímax do nosso desejo
Sabemos respeitar-nos mutuamente e na hora certa
Eu serei tua e serás meu... Quanta alegria...
Teremos toda a vida pela frente para desfrutarmos
Este belo amor que nos abençoará na terra
E nos unirá no céu...

03-janeiro-2.002

GUILHERME DE ALMEIDA

GUILHERME DE ALMEIDA
(1890 - 1969)
 
 
Guilherme de Andrade Almeida, filho do jurista Estevam de Almeida, nasceu em Campinas dia 24 de julho de 1890.
Estudou nos ginásios Culto à Ciência, de Campinas, e São Bento e Nossa Senhora do Carmo, em São Paulo; cursou a Faculdade de Direito de São Paulo, concluindo-a em 1912. Passa então a exercer, paralelamante,  advocacia e jornalismo. 
Foi redator de "O Estado de São Paulo", diretor da "Folha da Manhã" e da "Folha da Noite", fundador do "Jornal de São Paulo" e redator do "Diário de São Paulo".
Com a publicação do livro de poesias "Nós" (1917) iniciou sua carreira literária. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna, seu escritório serviu de redação para os fundadores da revista "Klaxon". Percorreu o Brasil, difundindo as idéias de renovação artística e literária. Os livros "Meu" e "Raça" (1925) são fiéis à temática brasileira e ao sentimento nacional.
Dominou amplamente o fazer poético, por ser grande conhecedor da ciência do verso e da língua, ajudando-o também a ser um excelente tradutor.
Dentre outros, traduziu os poetas Paul Geraldy ("Eu e Você"), Rabindranath Tagore ("O Jardineiro" e "O Gitanjali"), Charles Baudelaire ("Flores das Flores do Mar"), Sófocles ("Antígona") e Jean Paul Sartre ("Entre Quatro Paredes").
Nos poemas de "Simplicidade", publicado em 1929, retornou às suas matrizes iniciais e a perfeição formal, sem recair no Parnasianismo. Mas com senso cada vez mais clássico, como os poemas "Camoniana" (1956) e "Pequeno Cancioneiro" (1957).
 
Em 1932 participou da Revolução Constitucionista de São Paulo. Também foi heraldista, fez brasões-de-armas das seguintes cidades: São Paulo (SP), Petrópolis (RJ), Volta Redonda (RJ), Londrina (PR), Brasília (DF), Guaxupé (MG), Iacanga e Embu (SP). Compôs também um hino em Brasília, quando a cidade foi inaugurada.
Guilherme de Almeida foi membro da Academia Paulista de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, do Seminário de Estudos Galegos, de Santiago de Compostela, do Imstituto de Coimbra e da Academia Brasileira de Letras.
Em 1957 foi eleito o Príncipe dos Poetas Brasileiros e suas obras são marcadas pela construção cuidadosa dos versos.
Destacam-se A Dança da Horas (1919), Encantamento (1925), Carta à Minha Noiva (1931), Cartas ao Meu Amor (1941) e Acalento de Bartira (1954), entre outros. Seua poemas apresentam, juntamente com o lirísmo bem-composto, toques de ternura e exaltação amorosa, tornando-o muito popular entre o público feminino.
Guilherme de Almeida faleceu em 1969, em São Paulo.
 
ESSA QUE EU HEI DE AMAR...
 
Essa que eu hei de amar perdidamente um dia,
será tão loura, e clara, e vagorosa, e bela,
que eu pensarei que é o sol que vem, pela janela,
trazer luz e calor a essa alma escura e fria.
 
E quando ela passar, tudo o que eu não sentia
da vida há de acordar o coração. que vela...
E ela irá como o sol, e eu irei atrás dela
como sombra feliz... - Tudo isso eu me dizia.
 
Quando alguém me chamou. Olhei: um vulto louro,
e claro, e vagaroso. e belo, na luz de ouro
do poente , me dizia adeus, como um sol triste...
 
E falou-me de longe: "Eu ássei a teu lado,
mas ias tão perdido em teu sonho dourado,
meu pobre sonhador, que nem sequer me viste!"
 
Fontes de pesquisa:
 
 
Trabalho de Pesquisa: Eliana Ellinger (Shir)

SÉRGIO MILLIET


SÉRGIO MILLIET
(1898 - 1966)
        

Sérgio Milliet da Costa e Silva, escritor, poeta, crítico de arte, sociólogo, professor, tradutor, pintor, fez os estudos primários e secundários em São Paulo. Em 1912, vai para a Suíça. Em Genebra, inicia o curso de ciências econômicas e sociais, completando-o em Berna. Em 1916 torna-se colaborador da revista Le Carmel. Publica seus primeiros livros de poesia, Par le Sentir, em 1917, e Le Départ Sur la Pluie, em 1919.
Retorna ao Brasil em fins de 1920. Participa da Semana de 22  em São Paulo, aderindo à plataforma modernista e tornando-se defensor e incentivador das novas idéias sobre arte e literatura divulgadas pelo grupo. Volta à Europa em 1923 e fixa-se em Paris, de onde acompanha o desenvolvimento das novas teorias a respeito da arte. Colabora nas revistas brasileiras Klaxon, Terra Roxa, Ariel e Revista do Brasil, envia textos estrangeiros para publicação no Brasil e traduz poemas de modernistas brasileiros para a revista Lumière. Convive com escritores e artistas modernistas brasileiros até regressar definitivamente ao Brasil, em 1925. Nesse ano cria, com Oswald de Andrade  e Afonso Schmidt, a revista Cultura.
Em 1927, torna-se gerente do Diário Nacional, jornal paulista do Partido Democrático, fundado nesse ano. Em 1935, liga-se ao grupo de intelectuais formado por Paulo Duarte, Mário de Andrade Mário de Andrade, Rubem Borba de Morais, Tácito de Almeida, entre outros, que idealizam a criação do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, e é nomeado chefe da Divisão de Documentação Histórica e Social desse departamento.
De 1937 a 1944, atua como professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, a que é ligado desde a fundação, tendo exercido o cargo de secretário de 1933 até 1935. Conhece o antropólogo Claude Lévi-Strauss  e o auxilia a viabilizar sua expedição etnográfica. A partir de 1938, escreve regularmente artigos sobre arte e literatura para o jornal O Estado de São Paulo, iniciando um período de intensa produção na área da crítica de arte. Publica Pintores e Pintura, 1940, O Sal da Heresia, 1941, Fora de Forma, 1942, e A Marginalidade da Pintura Moderna, 1942. Estreita sua convivência com pintores paulistas e começa a pintar. Entre 1941 e 1944, colabora para a revista Clima. Viaja para os Estados Unidos em 1943 e, ao retornar, publica A Pintura Norte-Americana. Assume a direção da Biblioteca Municipal de São Paulo e promove uma série de atividades culturais, como palestras e mesas-redondas, das quais participam Luís Martins, Lourival Gomes Machado, Osório César, Roger Bastide, Luis Saia, entre outros. Em 1944, publica Pintura Quase Sempre e o primeiro volume de Diário Crítico, antologia de dez volumes publicados até 1959. Na abertura do 1º Congresso Brasileiro de Escritores, em 1945, inaugura a Seção de Arte da Biblioteca Municipal, formando o primeiro acervo público de arte moderna  brasileira, e nesse ano torna-se militante da Esquerda Democrática.
Um dos principais articuladores da formação do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP, criado em 1948 e aberto ao público em 1949, é membro do seu conselho no setor de pintura e escultura. Participa das reuniões que preparam a volta do Partido Socialista, em 1947. É um dos fundadores e o primeiro presidente da Associação Brasileira de Críticos de Arte - ABCA, criada em 1949. Idealiza a exposição retrospectiva de Tarsila do Amaral  no MAM/SP, em 1950, para a qual redige o texto de apresentação do catálogo. Em 1952, publica Panorama da Poesia Brasileira. É diretor artístico do MAM/SP de 1952 a 1957 e diretor da 2ª, 3ª  e 4ª Bienal Internacional de São Paulo, entre 1953 e 1958. Aposenta-se em 1959.
Em 1967 o MAM/SP organiza exposição retrospectiva de seu trabalho pictórico. Em 1981, inicia-se a reedição do Diário Crítico, cujo primeiro volume traz um célebre prefácio de Antonio Cândido (1918).
Em comemoração do centenário de nascimento de Milliet, são promovidos eventos na Biblioteca Municipal de São Paulo Mário de Andrade, no Museu da Imagem e do Som - MIS/SP e na Universidade de São Paulo - USP, em 1998.

RECORDAÇÃO
Elas entraram uma após a outra
no harém das recordações.
Gilberta dos lábios maus,
Armanda dos vícios bons,
Dulce dos seios maternais,
Teresa das angústias vãs.
Uma após outra elas entraram
na dança descompassada,
Susana em passo de valsa,
Maria quebrando o samba,
Mas a tua melodia,
Oh coração solitário,
nenhuma delas percebeu.
Foram saindo por isso
cada qual para seu lado,
Gilberta com seu marido,
Armanda pro cemitério,
Dulce descabelada
entre remorsos e ais,
Teresa com sua angústia,
Susana dizendo adeus,
Maria se requebrando
e teu coração solitário,
mais solitário ficou.
Os anos passaram, cansaste?
Qual! nas tardes de abril,
nas noites de lua cheia
o mesmo te prende
a mesma insatisfação.
Outros lábios procuras,
outros seios, outras mãos,
outros nomes se inscrevem
no medo da solidão.
Mas apenas a lista aumenta,
pois nada sedimenta
no fundo de teu coração.
Fontes de pesquisa:
Trabalho de Pesquisa: Eliana Ellinger (Shir)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

MARIA JOSÉ ZANINI TAUIL

Maria Jose Zanini Tauil, conhecida na net como Jô Tauil, nasceu e mora no Rio de Janeiro.
É formada em Letras  com especialização em Literatura, atuando no ensino médio.
Desde a adolescência, escreve poesias, crônicas e, eventualmente, contos com muita sensibilidade e harmonia.
Seus livros editados: O Amor é o Caminho, Contos Crônicos, As Princesas Maricamiellas (conto infanto-juvenil).

 

Maricamiellas?


"MARI: Mariana...pérola que caiu do céu,
             do rosário de Maria...
             Anjo lindo e gorducho!

  CAMI: Camilla...encanto em forma de poesia,
              meu anjinho sem asas...minha alegria.

  ELLA: Rafaella... bonequinha clonada
             de um lindo bebê de olhos azuis
             que tive há 24 anos.


São as Minhas Superpoderosas Netas!"


Jô Tauil nos brinda com uma biblioteca virtual na AVBL ,
http://www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca2/mariajosezaninitauil.htm e participação em antologias virtuais, que podem ser lidas em seu site: http://www.coracao.bazar.nom.br/menu/meuslivros.htm
Maria José além de ser uma grande mulher, esposa, mãe, avó, professora e poeta,  prega o evangelho demonstrando seu imenso amor por Deus.

Diz a poeta: "Escrever é cartase, não preciso de analista, venço medos, curo fobias, exorcizo fantasmas e o mais importante: travo dialogos com Deus. Não sigo modelos de escolas literárias, me aproximo do modernismo, pois venço a prisão da palavra, não me preocupo  com métricas ou rimas.
 Meus versos são livres como pássaro."


Marilda Conceição
 
 


Amor Eterno AmorMaria José Zanini Tauil
 
 
Esse amor não faz chorar
Contigo aprendi a sorrir
Sei que jamais perderei
Contigo aprendi a vencer
Sei que não sofrerei
Apresentaste-me a felicidade
Não morrerei
Ensinaste-me a viver
Amor que é amor
Jamais acaba
Transcende a matéria
Une as almas
É infinito
Quase como o amor do Criador
Pela sua criatura
Se um vai antes do outro
Deixa um rastro de lembranças
E a certeza do reencontro
Num belo dia, no céu
Amor é primavera perene
Colher eterno de flores.
É olhar nos olhos amados
E vê-los transbordantes
De carinho e ternura
Dizendo o que a boca
Tantas vezes cala...
Eu te amo... tu me amas
Temos tudo afinal
Juntos num só coração
Que bate no mesmo compasso
Unidos em tantos abraços


Trabalho de Arte Marilda Ternura

GABRIELA DE ANDRADA

GABRIELA DE ANDRADA
(1852 - 19
Gabriela Frederica de Andrada Dias Mesquita, nasceu em Santos, São Paulo, pertenceu a uma família de renome e tradição, filha do Conselheiro Martim Francisco e irmã de Martim Francisco Ribeiro de Andrada, figura de espírito observador e sarcástico em nossas letras. Casou-se e teve dois filhos com o poeta Teófilo Dias de Mesquita, sobrinho de Gonçalves Dias. De família pobre, Teófilo foi para o Rio de Janeiro, onde, a partir do casamento e do prestígio da família Andrada, seguiu a carreira política, chegando a deputado.
O grande tema da poetisa Gabriela, muito comum ao Barroco e ao Romantismo, é a fugacidade da vida e, em conseqüência, a crítica à ausênica do desejo na velhice e a interrogação acerca da morte, para ela um tenebroso e tormentoso mistério. O topos do ubi sunt, entrelaçado ao passado erotismo e ao desejo da morte freqüenta praticamente todos os poemas. Os temas da saudade e da solidão são também bastante frequentes.
Tendendo ao humor, à ironia e ao sarcasmo, a poesia de Gabriela de Andrada não se enquadra na temática da maioria das poetisas do século XIX. Fugindo dos excessos da imaginação romântica, a poetisa impõe a reflexão e o sentimento de realidade e, em poucos poemas publicados, traz um toque muito pessoal à poesia feminina do final do século, aliando o lirismo à crítica.
(verbete organizado por Zahidé L. Muzart)

Saudade
Da vida na manhã tudo é bonança,
Tudo é luz, tudo flor, tudo harmonia:
São cantos de suavíssima poesia,
Que nos embala em sonhos de esperança.
Ri a ventura ao lábio da criança;
Da mocidade a alegre fantasia,
Escrava da ilusão que a inebria,
Em vão busca o prazer, em vão se cansa.
Passam os anos, e com eles passam,
Uma por uma, todas as quimeras,
Chegam invernos, fogem primaveras...
Além no azul do céu, onde esvoaçam,
Tristes saudades das passadas eras,
São os sonhos da vida que perpassam...

Fontes de Pesquisa:

http://www.blocosonline.com.br/
http://amulhernaliteratura.ufsc.br

Trabalho de Pesquisa: Eliana Ellinger (Shir)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

NATÁLIA CORREIA

NATÁLIA CORREIA
(1923 - 1993)
 
 
 No dia 13 de setembro de 1923, nasce a ilustre escritora portuguesa Natália de Oliveira Correia, na Ilha de São Miguel, Fajã de Baixo, Açores. 
Quando tinha apenas onze anos o pai emigra para o Brasil, fixando-se Natália com a mãe e a irmã em Lisboa , cidade onde fez estudos liceais no Liceu D. Filipa de Lencastre. Iniciou-se na literatura com a publicação de uma obra destinada ao público infanto-juvenil mas rapidamente se afirmou como poetisa.
Sem estudos universitários foi, em 1979, deputada à Assembleia da República e colaborou em diversos jornais e revistas. Não se prendendo fortemente a nenhuma corrente literária, esteve inicialmente ligada ao surrealismo e, segundo a própria, a sua mais importante filiação estabeleceu-se em relação ao romantismo. A obra de Natália Correia estende-se por gêneros variados, desde a poesia ao romance, teatro e ensaio.
Foi fundadora da Frente Nacional para a Defesa da Cultura, interveio politicamente ao nível da cultura e do património, na defesa dos direitos humanos e dos direitos da mulher. Apelou sempre à literatura como forma de intervenção na sociedade, tendo tido um papel ativo na oposição ao Estado Novo.
Foi uma figura importante das tertúlias que reuniam nomes centrais da cultura e da literatura portuguesas dos anos 50 e 60. Ficou conhecida pela sua personalidade vigorosa e polêmica, que se reflete na sua escrita.
Entre as suas obras poéticas encontram-se Rio de Nuvens (1947), Poemas (1955), Dimensão Encontrada (1957), Passaporte (1958), Comunicação (1958), Cântico do País Emerso (1961), O Vinho e a Lira (1966), Mátria (1968), As Maçãs de Orestes (1970), A Mosca Iluminada (1972), O Anjo do Ocidente à Entrada de Ferro (1973), Poemas a Rebate (1975), Epístola aos Iamitas (1978), O Dilúvio e a Pomba (1979), O Armistício (1985), Os Sonetos Românticos (1990, Grande Prêmio de Poesia APE/CTT) e O Sol nas Noites e o Luar nos Dias I e II (1993).
A sua obra de ficção engloba Aventuras de Um Pequeno Herói (1945), Anoiteceu no Bairro (1946), A Madona (1968), A Ilha de Circe (1983), Onde Está o Menino Jesus (1987) e As Núpcias (1990). Como dramaturga, escreveu O Progresso de Édipo (1957), O Homúnculo (1965), O Encoberto (1969), Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente (1981) e A Pécora (1983).
Natália Correia escreveu ainda várias obras ensaísticas, das quais se destacam Descobri que Era Europeia — Impressões de Uma Viagem à América (1951), Poesia de Arte e Realismo Poético (1958), A Questão Acadêmica de 1907 (1962), Uma Estátua para Herodes (1974), Não Percas a Rosa — Diário e algo mais: 25 de Abril de 1974 — 20 de Dezembro de 1975 (1978) e Somos Todos Hispanos (1988). Organizou também algumas antologias de poesia portuguesa, entre as quais Antologia da Poesia Erótica e Satírica (1966), Cantares dos Trovadores Galego-Portugueses (1970), Trovas de D. Dinis (1970), O Surrealismo na Poesia Portuguesa (1973), A Mulher (1973), A Ilha de São Nunca (1982) e Antologia da Poesia do Período Barroco (1982)
Na madrugada de 16 de março de 1993, faleceu, subitamente, com um ataque cardíaco, em sua casa, depois de regressada do Botequim. A sua morte precoce deixou um vazio na cultura portuguesa muito difícil de preencher. Legou a maioria dos seus bens à Região Autônoma doa Açores, que lhe dedicou uma exposição permanente na nova Biblioteca Pública de Ponta Delgada, instituição que tem à sua guarda parte do seu espólio literário (que partilha com a Biblioteca Nacional de Lisboa) constante de muitos volumes éditos, inéditos, documentos biográficos, iconografia e correspondência, incluindo múltiplas obras de arte e a biblioteca privada.


De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.


Fontes de pesquisa:
 
Trabalho de Pesquisa Eliana Ellinger (Shir)
 
 
  

terça-feira, 22 de maio de 2012

AMADEU THIAGO DE MELLO

Thiago de Mello é o nome literário de Amadeu Thiago de Mello, nascido a 30 de março de 1926, na pequenina cidade de Barreirinha, fincada à margem direita do Paraná do Ramos, braço mais comprido do Rio Amazonas, no meio do pedaço mais verde do planeta: a Amazônia.

O poeta, ainda criança, mudou-se para capital, Manaus, onde iniciou seus primeiros estudos no Grupo Escolar Barão do Rio Branco e o segundo grau no então Gyminásio Pedro II.

Concluído os estudos preliminares mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Faculdade Nacional de Medicina. Por lídima vocação, ou por tara compulsiva, como ele prefere, abraçou o ofício de poeta abandonando o curso de medicina para se entregar, por inteiro, ao difícil e duvidoso (em termos profissionais) caminho da arte poética.

Vivia-se o glamour dos anos 50, num Rio de Janeiro capital do país, ditando para todo Brasil não só as questões de cunho político, mas sobretudo, os eventos artísticos e acontecimentos da produção literária. Hegemonia mantida até hoje mas compartilhada com a cidade de São Paulo e seu efervescente ambiente cultural.

Em 1951, com o livro Silêncio e Palavra, irrompe vigorosamente no cenário cultural brasileiro e de pronto recebe a melhor acolhida da crítica.

Álvaro Lins, Tristão de Ataíde, Manuel Bandeira, Sérgio Milliet e José Lins do Rego, para citar alguns nomes ilustres, viram nele e em sua obra poética duas presenças que, substanciosas e duradouras, enriqueceram a literatura nacional.
"... Thiago de Mello é um poeta de verdade e, coisa rara no momento, tem o que dizer", escreveu Sérgio Milliet.O correr dos anos só fez confirmar suas qualidades e justificar os elogios com que fora recebido pela intelligentsia brasileira. O amadurecimento permitiu ao poeta mergulhar profundamente as raízes da sensibilidade e da consciência crítica na rica seiva humana de um povo ao mesmo tempo tão explorado, tão sofrido e tão generoso como o nosso, e sua poesia, sem perder o sóbrio lirismo que a inflamava, ganhou densidade e concentração, pondo-se por inteiro a serviço de relevantes causas sociais.

Faz Escuro, mas eu Canto; A Canção do Amor Armado; Horóscopo para os que estão Vivos; Poesia Comprometida com a minha e a tua Vida; Mormaço na Floresta; Num Campo de Margaridas realizam, por isso, a bela síntese do poeta e do homem que jamais se deixou ficar indeciso em cima do muro de confortável neutralidade. O poeta e o partisan eram uma só pessoa, dedicada sem medir esforços ou riscos à luta pela emancipação do homem, tanto dos grilhões que injustas estruturas do poder econômico-político lhe impõem quanto das limitações com que individualismo, ignorância ou timidez lhe tolhem os passos.

A biografia de um poeta assim concebido e a tanto cometido não poderia jamais desenvolver-se num plano de tranquila rotina. A de Thiago de Mello teve, por isso mesmo, suas fases sombrias e borrascosas, realçada por arbitrária prisão e longo e doloroso exílio da pátria a que tanto ama e serve.

Essas provações, que enfrentou com a serena firmeza de quem as sabe inevitáveis e delas não foge, enriqueceram-no ainda mais como poeta e ser humano. Alargando sua weltanschauung, permitiram-lhe comprovar o acerto de sua intuição de que o geral passa pelo particular e de que, como dizia seu grande colega Fernando Pessoa:
tudo vale a pena/ se a alma não é pequena.No livro mais recentemente publicado, De Uma Vez Por Todas, todas as linhas marcantes de sua poesia, o lirismo, a sensibilidade humana, a alegria de viver, a luta contra a opressão, o amor constante à Amazônia natal se reúnem harmonicamente, num tecido de rara força e beleza. O poeta não escreve seus poemas apenas em busca de elegância formal: neles se joga por inteiro, coração, cabeça e sentimento, e isso lhes dá autenticidade e força interior.
SEI QUE É PRECISO SONHAR


Campo sem orvalho, seca
A frente de quem não sonha.

Quem não sonha o azul do ví´o
perde seu poder de pássaro.

A realidade da relva
cresce em sonho no sereno
para não ser relva apenas,
mas a relva que se sonha.
Não vinga o sonho da folha
se não crescer incrustado
no sonho que se fez árvore.
Sonhar, mas sem deixar nunca
que o sol do sonho se arraste
pelas campinas do vento.


Fontes de Pesquisa
Trabalho de Pesquisa: Eliana Ellinger (Shir)

MARIA FERNANDA DE CASTRO

MARIA FERNANDA DE CASTRO
(1900 - 1994)
 
 
Fernanda de Castro, filha do Oficial de Marinha João Filipe das Dores de Quadros e de Ana Laura Codina Telles de Castro da Silva, ficou órfã de mãe aos 12 anos de idade.
Romancista, poeta e conferencista portuguesa, conhecida pelo seu nome de solteira, com vasta e diversificada obra, escreveu poesia, literatura infantil, romance e memórias. Fez os seus estudos em Portimão, Figueira da Foz  e Lisboa, tendo frequentado, nesta cidade, os Liceus D. Maria Pia e Passos Manuel.
 Começou por escrever livros infantís com sucesso nomeadamente "Mariazinha em África", 1926; "A Princesa dos Sete Castelos" e "As Novas Aventuras de Mariazinha", 1935. Conheceu a África que transmitiu com talento nos seus livros. Casada com António Ferro, jornalista e homem forte do regime de Salazar, promoveu a cultura no país e no estrangeiro em importantes exposições. Criou e desenvolveu, nos anos trinta, a Associação Nacional dos Parques Infantis, dadas as suas excelentes relações com as mais altas instâncias governamentais.
A sua poesia é francamente inspirada e está de novo a ser divulgada. Destacam-se "Asa no Espaço", 1955; "Poesia I e II", 1969, "Urgente", 1989.  Fernanda de Castro recebeu, em 1969 o Prêmio Nacional de Poesia e recebera em 1945 o Prêmio Ricardo Malheiros pelo romance "Maria da Lua".
O escritor David Mourão-Frerreira, durante as comemorações dos cinquenta anos de atividade literária de Fernanda de Castro disse: “Ela foi a primeira, neste país de musas sorumbáticas e de poetas tristes, a demonstrar que o riso e a alegria também são formas de inspiração, que uma gargalhada pode estalar no tecido de um poema, que o Sol ao meio-dia, olhado de frente, não é um motivo menos nobre do que a Lua à meia-noite”. 
Escreveu até praticamente ao fim da vida, embora nos últimos anos a doença a retivesse na cama. Foi avó da escritora Rita Ferro. Escreveu “Ao Fim da Memória: Memórias (1906-1986)”, 1986.


ALMA, SONHO, POESIA

Entrei na vida
com armas de vencida;
Alma, Sonho, Poesia.
Quando eu cantava
o mundo ria
mas nada me importava:
cantava.
Depois, um dia,
o mundo atirou pedras ao meu canto
e a minha alma rasgou-se.
Que seria?
Medo, espanto,
revolta ou simplesmente dor?
Fosse o que fosse,
o orgulho foi maior.
Com dez punhais nas unhas afiadas
nos olhos azuis duas espadas,
eu nunca mais seria, nunca mais,
a que entrara na vida
com armas de vencida.
Agora o meu querer era mais fundo:
de um lado, eu, do outro, o mundo.
E começou a luta desigual
do tigre e da gazela.

A vencida foi ela.
Mas que louros colheu dessa vitória
o mundo cego e bruto?
O sangue dos Poetas? Triste glória...
Cinza de sonhos mortos? Magro fruto...
Oh, não, punhais e espadas!
Eu só quero cantar! Não quero ossadas
nem, sob os pés, um chão de campas rasas.
Eu só quero cantar! Só quero as minhas asas
e a minha melodia:
Alma, Sonho, Poesia...
Alma, Sonho, Poesia...

Fontes de pesquisa:
 
Trabalho de Pesquisa: Eliana Ellinger (Shir)

ZENA MACIEL

 
Zena Maciel reside no Recife - PE - e escreve desde a adolescência.
Mãe, mulher que caminha nas estradas da vida com garra e certeza de estar fazendo a diferença. Geminiana autêntica,
adora fazer várias coisas ao mesmo tempo. Gosta de atividades físicas e é viciada na magia do mundo virtual, sem perder as rédeas do real. É Gestora Social e Secretária da ONG FazBem. Sempre com fé no ser humano acredita que a solidariedade é a maneira certa de transformar o mundo. Como poeta participou de várias Antologias Poéticas e é no colo da poesia que deixa a inspiração fluir de maneira simples e direta, assim o coração liberta-se das amarras, e livre alça voos.
Num riso leve, solto e encantador Zena conquista à primeira vista e qual flor que floresce em todas as estações canta o amor à poesia e à vida de forma tão transparente que quem a conhece se encanta, se envolve de alma para alma, e em trocas permite os laços da amizade, carinho e respeito. Num lirismo tocante adentra em nossos corações como ave à procura do ninho e, lá permanece nos aquecendo. Na beleza ímpar dos seus versos criamos asas e voamos juntos...
 
Anna Peralva
 
 
 
Ópio de FantasiasZena Maciel


Não chorem no rio
da minha dor
Não bebam na taça
da minha alegria
São ópios de fantasias
de um poeta sonhador

Vê a mística luz nas trevas
Deista por natureza
No escuro das cavernas
encontra magia e beleza

Navega com o coração
por oceanos de rimas perdidas
No barco da solidão
refrigera dores partidas

Vive primaveras douradas
em pleno inverno da alma
Sobre o véu de estrelas apagadas
chora lágrimas de prata

Morre no ocaso de cada dia
nos braços dos líricos poemas
Entrega-se a doce letargia
destes loucos estratagemas
RECIFE- 28/12/2004

Trabalho de arte: Marilda Ternura